Gosto destes dias assim quase sem futuro Vento gélido e árvores no chão Há todo o espaço para estes dias Mas estes dias fecham-se Não seria muito diferente se estivesse sol Os dias fecham-se na mesma.

Parecendo nada ter para fazer desço. Mas não pelo cascalho interno da terra... Desço assim e raras vezes é triste a descida. Fazer uma descida completa, inteira, boa ou má. Fazer qualquer coisa completa.

Pela manhã ao alto da montanha chego, depois e depois de um vasto dia termino como se nada tivesse acontecido. Mesmo ao domingo sabemos de cor todas as curvas e assim nada acontece.

Onde o vento cessa revejo as árvores também as árvores do passado. Transponho mais um obstáculo, cúmplice com a sorte, olhos no olhos encontro-me e perco-me na beleza de um breve momento...


Às vezes as coisas são isto.
As coisas tem eixos e rodam com ruídos diferentes do seu nome.


Finalmente a derrota de Steve Peat e a vitória de um Português: Amarelo de seu nome.


É a hora do infinito desacerto-acerto, quando estou escondido de quase tudo mas exposto aos arranhões provocados por uma vegetação como não há igual. O pensamento desliza serra abaixo imaginando coisas, andar muito por Sintra e em Sintra adormecer ou acordar provoca isto...


Há a vida e quanto a isto nada a dizer. Há um apocalipse que acaba ao fim de 7 minutos e 38 segundos. E quando páro: o que houve que descer para alcançar o mar, o que houve que fazer.