Sexta-feira, 16 de Novembro de 2007

CINEMA NO CINEMA

No dia da estreia em Portugal, fui ver "Control " de Anton Corbijn . É a história do vocalista dos Joy Division : Ian Curtis. Os Joy Division são só quem, relativamente à música e a outras coisas, mais me influenciou quando era adolescente e quando deixei de o ser - se é que deixei... Ouvir Joy Division há 20 anos ou agora é a mesma coisa, nada mudou porque nada deve mudar quando não há nada para mudar. A música afecta-me agora com no passado, por isso é que ouço tão poucas vezes - mas quando ouço, ouço mesmo. Hoje, por exemplo, antes de ir ver o filme, ouvi tudo o que tenho deles: de seguida! Não esqueço quando num dia 18 de Maio de um ano qualquer, lá para o fim da década de 80, numa discoteca que existia algures chamada Chaplin , um amigo chegou ao pé de mim, com uns LP's debaixo do braço e disse: faz hoje anos que morreu o Ian Curtis, vamos pedir ao DJ para passar uma música dele. Não me recordo qual foi a música, mas sei que nesse dia ouvimos por uns instantes Joy Division naquela discoteca: para nós, na altura, aquilo era TUDO! Gostei do filme que foi uma estreia do realizador - mais conhecido como fotografo e por realizar videoclips. O bilhete custou 5.50 € (um aumento de 10% desde a última vez que fui ao cinema!) e a sala foi a 4 do Monumental. Para quem teve a felicidade/infelicidade de lidar com a música dos Joy Division : a não perder, claro!


publicado por LunarCaustic às 23:13
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4 comentários:
De Jeronimo Bouceiro a 19 de Novembro de 2007 às 14:59
bem Carlinhos, por acaso Joy division era um grupo de musicos aqui do UK, onde agora me encontro. Aqui ha bem pouco tempo li uma reportagem aqui num jornal sobre este "Control", em q os restantes elementos do grupo, na entrevista, diziam: E uma pena que na altura as pessoas nao tenham percebido que Ian Curtis sofria de uma doenca. Toda a gente pensava que ele era um "Loonie", ou seja, um gajo apanhado dos cornos. Mas ele apenas sofria de esquizofrenia.
O que eu gostava de deixar como mensagem a quem me ler aqui no teu blog e que nao vale muito a pena gastar tempo a ouvir palavras de um individuo que sofria de uma doenca mental. Melhor sera deixar isso para os medicos, que poderao tirar algumas conclusoes acerca de como sobre uma pessoa com Esquizofrenia.E acreditem, aqui no UK pouca malta anda nessa de onda de alternativas musicais com letras de musicas depressivas. Ha mas e que curtir a vida e nao complicar.

Eu em Dezembro vou ai a Portugal e vou concerteza cumprimentar todos os meus bons e velhos amigos. Ate breve,

Um abraco,

Jeronimo Bouceiro


De LunarCaustic a 19 de Novembro de 2007 às 21:36
Amigo Jerónimo,
Quando começei a ouvir Joy Division o que seduzia mais era a sonoridade em si, porque de Inglês percebia pouco e em relação à poesia ainda só deveria ter tido contacto com Camões e pouco mais, ou seja, o que era dado na escola. Recordo que já existia o livo da coleção Rei Lagarto (julgo que é assim - aliás tenho-o aqui em casa algures...) com as letras das músicas em Português. Reconheço que na altura a mística toda que envolvia o grupo também ajudou... De qualquer modo, hoje, com alguma poesia devorada, devo dizer-te que não acho as letras nada de especial, contudo, continuo a achar o "Closer" um dos melhores álbuns de música de sempre! Se ele sofria de esquizofrenia? E o Jim Morrison? O Elvis ou o Cobain ? Não será que somos todos um pouco esquizofrénicos? Uns aprendem a lidar com isso, outros nem tanto! Um Abraço e vê lá se da próxima vez que vieres a Lisboa dás um toque.
PS: o que ando a ouvir: Interpol, Editors, The Libertines, Wraygunn e claro os White Stripes!


De Márcio enriques - Anthology a 16 de Novembro de 2007 às 23:46
Tenho alguns álbuns em casa.
Não é da minha geração, mas foi-me dado a conhecer por amigos mais velhos.
gosto bastante da sonoridade e do pouco que conheço a sua música continua a ser influência para muitas das novas bandas.

Vou tentar ver o filme, mais que não seja para conhecer um pouco mais dele.
Eu ouço bastante música, quer dizer, já ouvi mais, até pela profissão que exercia.

Abraço,


De LunarCaustic a 18 de Novembro de 2007 às 22:01
Não é daqueles filmes que ache que é obrigatório ver no cinema... Influenciaram e continuam a influenciar muita gente...
Um abraço
PS: e Sábado em Monsanto correu bem?


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