Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

COM QUANTOS SINGLES SE FAZ UMA MARATONA?

Entendo que da minha parte foi precisa alguma coragem física para me aventurar nesta Maratona Cidade de Pombal com 70 kms, pois desde as 24 horas de Lisboa não tive oportunidade de treinar nada de jeito. Por outro lado, as expectativas eram grandes face aos relatos sobre a dureza da prova e trilhos bestiais e que seriam do meu agrado. Não saíram defraudadas as expectativas: demorei 7H20M (repito: sete horas e vinte minutos), tendo ficado no lugar 202. A nível físico fiquei um pouco abalado, mas mantive um ritmo adequado ao terreno e à distância e, apesar de tudo, não cheguei com grande sofrimento - cheguei cansado é claro,  e muito! Os singles e a sua abundância são de facto do melhor que já vi. Há quem diga que vivemos de opostos, no verão sonhamos com chuva, no Inverno desejamos sol. Quantas vezes em estradões ou alcatrão desejei um singletrack, aconteceu-me desta vez o contrário, face ao excesso de singles e à sua dureza, nunca desejei tanto um estradão nem que fosse a subir. De facto, às tantas já preferia subir a descer pois os braços, os dedos e o traseiro estavam muito massacrados... claro que foi uma estupidez ir fazer uma prova em que passei por cima de 350023 pedras com a bike rígida (que saliente-se, se portou muito bem!), mas desta vez não foi possível levar a StumpJumper - nem a máquina fotográfica! A prova tinha seguramente 80% do seu percurso em singletracks o que fez desta uma coisa raríssima neste tipo de provas. Alguns aspectos organizativos não funcionaram muito bem, o habitual: marcações, banhos, almoço, controle dos trapaceiros, etc.,  enfim já é quase um lugar comum falar destas "falhas". Como o meu objectivo era fazer "BTT puro e duro" e como não caí: Adorei! O esquema dos singles em excesso tem méritos evidentes, não fosse tanta pedra...

No final e já de regresso a casa, apercebi-me que me tinha esquecido da roda da frente da bike... já não voltei para trás e assim este foi o meu grande prejuízo desta prova. Também fiquei um pouco perturbado com a queda que o Sérgio (com quem costumo pedalar em Arganil) deu, pois o seu aspecto não era muito agradável. Espero que tudo tenha corrido pelo melhor e, desde já, claro, desejo-lhe as melhoras - força aí amigo, a Serra do Açor continua a aguardar-nos no mesmo sítio! Na parte final da prova vim com um colega de ocasião que, depois daquela tareia toda e quando faltavam uns "meros" 8 kms furou e, imagine-se, antes tinha dispensado a sua câmara de ar sobresselente a um outro colega, tendo assim ficado ele enrascado... eu não tinha câmaras compatíveis com a bike dele e não o pude ajudar, tendo acabado por ter que o deixar para trás procurando incentivá-lo para ele não desistir nem que tivesse de ir o resto à mão. No final soube que alguém mais atrasado o desenrascou e deve ter conseguido terminar: fico contente por isso!

Ao Rui Cruz e ao Zélito - companheiros de viagem e de prova - a coisa também correu bem,  demoraram menos tempo que eu e não caíram. Contudo o Rui disse-me que nunca mais lá volta...


publicado por LunarCaustic às 20:51
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4 comentários:
De Grider a 10 de Julho de 2008 às 23:22
Subscrevo!!

É sem dúvida um blog com muita qualidade..

Boas pedaladas!

Abraço


De LunarCaustic a 20 de Julho de 2008 às 22:36
Também tu não desistas de ir pedalando & escrevendo!
Abraço


De paulo a 8 de Julho de 2008 às 15:13
Amigo e companheiro nestas danças do btt, quero deixar aqui um apelo. Não deixes de escrever as tuas aventuras em btt, tens aqui um fã.


De LunarCaustic a 20 de Julho de 2008 às 22:33
Regressado de férias, deparo-me logo com dois comentários destes que até me deixam meio encavacado... garanto-vos (vocês sabem!) que é mais difícil subir descer subir descer subir descer.
Paulo: já agora passa por muddytracks.blogspot.com


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